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Projeto de cadastro para dificultar venda de celulares roubados é aprovado na Câmara de BH

Projeto obriga lojas e estabelecimentos que consertam ou comercializam aparelhos usados a registrar dados de clientes e origem dos dispositivos

12/08/2026 às 09h50
Por: Cristiane Cirilo
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Divulgação
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A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em definitivo, na terça-feira (11), o Projeto de Lei 651/2026, que cria regras para o cadastro de proprietários, possuidores ou responsáveis por celulares entregues para conserto ou comercialização. A medida busca dificultar a circulação e a receptação de aparelhos roubados ou furtados na capital.

A proposta, de autoria da vereadora Fernanda Pereira Altoé (Novo), recebeu 39 votos favoráveis e segue agora para sanção ou veto do prefeito.

Pelo texto aprovado, estabelecimentos que realizam consertos ou comercializam celulares usados e peças deverão manter um cadastro atualizado das pessoas que entregarem os aparelhos para prestação de serviços ou revenda.

O registro deverá conter informações como CPF, endereço, número de IMEI e uma declaração de procedência que ateste a origem lícita e a propriedade do celular.

Segundo a autora, a medida pretende atuar principalmente contra a receptação, dificultando a comercialização de aparelhos de origem criminosa.

“O cadastro vai rigorosamente respeitar a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e só as autoridades competentes terão acesso”, afirmou Fernanda Pereira Altoé durante a discussão da proposta.

O projeto prevê punições em caso de descumprimento das regras. O estabelecimento poderá receber uma notificação e, em caso de primeira reincidência, multa de R$ 1 mil. Na segunda reincidência, a penalidade sobe para R$ 5 mil.

Se houver nova reincidência, o texto prevê ainda a possibilidade de cassação do alvará e interdição do estabelecimento.

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