
Motoristas que decidirem adesivar o próprio carro ou utilizá-lo no apoio logístico de campanhas eleitorais nas Eleições 2026 podem perder a cobertura do seguro veicular caso não comuniquem a alteração à seguradora.
O alerta é de especialistas do mercado segurador, que chamam a atenção dos condutores em todo o país com o início oficial da propaganda eleitoral, marcado para o próximo domingo (16). A perda da indenização em casos de roubo, furto ou colisão ocorre porque a plotagem e o uso político do automóvel alteram o perfil de risco originalmente contratado na apólice.
Para as empresas de seguros, a transformação de um veículo particular em ferramenta publicitária ou de apoio logístico aumenta significativamente a probabilidade de sinistros. A vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Keila Farias, alerta sobre os riscos desta alteração veicular.
"As seguradoras avaliam o uso do veículo para fins publicitários ou de apoio como um aumento de risco. O automóvel fica mais exposto a acidentes, vandalismo e deslocamentos frequentes em eventos públicos, principalmente", destacou.
Para evitar surpresas desagradáveis, especialistas orientam que o segurado faça uma consulta prévia ao seu corretor de seguros antes de colar qualquer material propagandístico ou prestar serviços à campanha.
"Cada seguradora possui critérios próprios para análise de risco. O corretor é o profissional habilitado para verificar as regras específicas, ajustar o enquadramento tarifário e, se necessário, incluir coberturas adicionais para atividades publicitárias", explicou a representante da Fenseg.
Dicas para o motorista
- Avalie o tamanho do adesivo: adesivos pequenos no vidro traseiro costumam ser tolerados, mas plotagens maiores exigem checagem;
- Consulte seu corretor: antes de qualquer alteração física ou de rotina, informe como o veículo será utilizado;
- Solicite o endosso: garanta que a inclusão do uso publicitário conste formalmente no documento do seguro.
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