
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou neste sábado (8) que pretende indicar homens e mulheres para o Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja eleito. A declaração ocorreu durante um evento de campanha em Itapetininga, no interior de São Paulo, organizado pela deputada federal Simone Marquetto (PP-SP).
Ao defender futuras indicações para a Corte, Flávio afirmou que os escolhidos deverão respeitar a Constituição e não utilizar o cargo para interesses pessoais ou perseguições. O candidato também voltou a criticar ministros do STF e defendeu que integrantes do tribunal que desejem atuar na política deveriam deixar os cargos e disputar eleições.
A fala ocorre em meio à estratégia da campanha de Flávio para ampliar sua aproximação com o eleitorado feminino. Atualmente, apenas uma mulher integra o STF: a ministra Cármen Lúcia. Ao longo da história da Corte, outras duas mulheres foram nomeadas para o tribunal: Ellen Gracie, em 2000, e Rosa Weber, em 2011.
Durante o evento, Flávio também fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu o armamento da população e prometeu endurecer o combate ao narcotráfico. O candidato afirmou ainda que pretende classificar organizações criminosas como terroristas caso chegue à Presidência.
O senador também voltou a abordar o episódio da facada sofrida por seu pai, Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral de 2018. Ao tratar do caso, fez críticas à esquerda e associou o ataque ao ambiente político da época. A Polícia Federal, entretanto, concluiu que Adélio Bispo agiu sozinho no atentado.
A agenda em São Paulo faz parte dos esforços da campanha para melhorar o desempenho de Flávio entre as mulheres. O candidato também passou a contar com maior participação da esposa, Fernanda Bolsonaro, em atividades eleitorais. Nas últimas semanas, a campanha adotou uma série de iniciativas para tentar reduzir a resistência do eleitorado feminino ao nome do senador.
Flávio ainda afirmou que pretende disputar uma eleição marcada pelo confronto político, mas disse esperar que o processo transcorra sem violência. O candidato encerrou o discurso com críticas ao PT e ao governo federal e defendeu uma agenda baseada em segurança pública, liberdade religiosa, direito à defesa e valores conservadores.
Mín. 19° Máx. 31°