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Ideb registra maior avanço da educação básica em 20 anos no Brasil

Indicadores crescem em todas as etapas, com destaque para os anos iniciais do ensino fundamental

06/08/2026 às 10h24
Por: Cristiane Cirilo
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O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025 apontou o maior avanço acumulado da educação brasileira em duas décadas. Dados divulgados pelo Ministério da Educação nesta quarta-feira (5) mostram que todas as etapas avaliadas: anos iniciais e finais do ensino fundamental e ensino médio, atingiram seus melhores resultados desde o início da série histórica, em 2005.

O Ideb é calculado com base no desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática, medido pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), e nas taxas de aprovação escolar.

Segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini, a evolução reflete avanços no acesso, na permanência dos alunos na escola e na aprendizagem. Ele destacou que o país conseguiu melhorar simultaneamente o fluxo escolar e a proficiência dos estudantes ao longo dos últimos anos.

Os anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) registraram o maior avanço. O índice passou de 6, em 2023, para 6,3 em 2025, superando a meta estabelecida de 6. Em 2005, esse indicador era de 3,8.

Já nos anos finais (6º ao 9º ano), o Ideb subiu de 5 para 5,3, embora ainda abaixo da meta de 5,5. Apesar disso, o crescimento indica melhora contínua no desempenho dos estudantes e redução das reprovações.

Ensino médio ainda é desafio

No ensino médio, o índice avançou de 4,3 para 4,5, mas segue distante da meta de 5,2, patamar que não é alcançado desde 2013. Ainda assim, a etapa atingiu seu melhor resultado histórico, superando os 3,4 registrados em 2005.

Especialistas apontam que essa fase concentra os maiores desafios, especialmente por fatores como defasagem acumulada na aprendizagem e mudanças na dinâmica escolar.

Nas redes públicas, os indicadores também cresceram em todas as etapas. Nos anos iniciais, o Ideb passou de 5,7 para 6,1. Nos anos finais, de 4,7 para 5. Já no ensino médio, subiu de 4,1 para 4,3.

Todos os estados e o Distrito Federal registraram melhora nos anos iniciais. Entre os destaques estão Paraná (6,9), Ceará (6,8) e estados como Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás, com índice de 6,4.

Nos anos finais, a maioria das unidades da federação também apresentou crescimento, enquanto no ensino médio 23 estados avançaram com exceção do Distrito Federal, que teve queda.

Os dados também mostram redução no número de municípios com baixo desempenho. Em 2005, mais de 4 mil cidades tinham Ideb abaixo de 5 nos anos iniciais. Em 2025, esse número caiu para 442.

De acordo com a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, a maioria desses municípios também apresentou evolução, embora ainda abaixo das metas previstas. O governo federal prevê apoio técnico para melhorar os resultados nessas localidades.

Próximo ciclo terá foco em equidade

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, responsável pelo cálculo do indicador, prepara as metas para o próximo ciclo do Ideb, previsto para 2027. A expectativa é que o novo modelo priorize, além da aprendizagem, a redução das desigualdades educacionais.

A edição de 2025 avaliou cerca de 33 milhões de estudantes em todo o país, consolidando o Ideb como principal indicador da qualidade da educação básica brasileira.

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