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O que é a Lei do Minuto Seguinte? Saiba como funciona o atendimento a vítimas de violência sexual

A norma garante atendimento gratuito nos hospitais do SUS, com medidas para prevenir a gravidez e infecções, realização de exames e apoio psicológico e social, sem exigência de boletim de ocorrência

03/08/2026 às 14h12 Atualizada em 03/08/2026 às 14h17
Por: Daniel Mendes
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Toda pessoa que passa por uma situação de violência sexual no Brasil tem direito a atendimento médico e psicológico gratuito, imediato e integral em qualquer hospital da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) — sem a exigência de apresentar um Boletim de Ocorrência (B.O.).

O direito é respaldado pela Lei nº 12.845/2013, conhecida como Lei do Minuto Seguinte, uma conquista fundamental para a proteção da integridade física e emocional das vítimas. A urgência do atendimento é um dos pilares da legislação. Como a violência sexual é considerada uma emergência médica, a busca por assistência de saúde deve ocorrer o mais rápido possível após o ato.

A iniciativa tem como objetivos principais: prevenção de gravidez indesejada, prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), diagnóstico e tratamento físico, apoio psicológico e social, e preservação de provas.

Onde buscar ajuda e orientação
Para obter informações sobre unidades de saúde mais próximas, tirar dúvidas ou denunciar casos de agressão contra a mulher, estão disponíveis os seguintes canais gratuitos de atendimento 24 horas:

- Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher): Chamadas gratuitas com atendimento sigiloso e orientação detalhada de direitos.

- WhatsApp do Ligue 180: (61) 9610-0180.

- E-mail: [email protected] (atendimento também disponível em Libras).

- Ligue 190 (Polícia Militar): Indicado para situações de risco ou emergência imediata.

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