
A Justiça de Minas Gerais indicou que Alison de Araújo Mesquita, acusado de matar a esposa, Henay Rosa Amorim, terá seu caso julgado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte. A decisão é da juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza.
O crime ocorreu em Belo Horizonte e de acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Alison asfixiou e matou a esposa em um apartamento no bairro Nova Suíça, região Oeste de Belo Horizonte, na madrugada de 14 de dezembro de 2025.
Horas depois, durante a manhã, o acusado forjou um acidente de carro na rodovia MG-050, na altura do km 90, para tentar encobrir o crime. A denúncia do MPMG indicou que Alison colocou o corpo da mulher no banco do motorista de seu veículo e, sentado ao lado, no banco do passageiro, dirigiu o trajeto de BH a Divinópolis para simular que a companheira estaria na condução.
Depois de passar por uma praça de pedágio, o denunciado provocou uma batida para simular a morte da esposa. O réu responderá por feminicídio qualificado, com as agravantes de violência doméstica e familiar, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de fraude processual.
A defesa pediu a absolvição do réu, alegando falta de provas sobre a materialidade do feminicídio e ausência de indícios suficientes de crime doloso contra a vida. Esses argumentos, no entanto, foram rejeitados na fase de pronúncia.
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