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Ex-prefeito de Belford Roxo e ex-chefe da Polícia Civil são alvos da PF por suspeita de lavagem de R$ 7,6 bilhões

De acordo com a PF, a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos

07/07/2026 às 13h13
Por: João Vitor Viana
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Divulgação | Alerj
Divulgação | Alerj

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro supostamente operado por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Entre os alvos da ação estão o ex-prefeito de Belford Roxo, Marcio Canella, e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marcos Amin.

De acordo com a PF, a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. O montante foi identificado em um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que serviu de base para o avanço das investigações.

Ao todo, os policiais cumprem 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na cidade do Rio de Janeiro. A operação também determina o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.

Segundo a investigação, a rede de postos de combustíveis era utilizada para ocultar e dissimular recursos de origem ilícita, contando, inclusive, com a participação de agentes públicos. A PF apura a atuação da organização e busca identificar todos os envolvidos no esquema.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e outros delitos que vierem a ser identificados durante o andamento das investigações.

Operação já teve outras fases

Na quinta fase da Operação Unha e Carne, realizada na última semana, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, o pastor Marcio Poncio e o bicheiro Adilsinho. As investigações apontam que políticos do estado recebiam pagamentos periódicos do contraventor.

Em etapas anteriores da operação, também foram presos o ex-deputado estadual TH Joias, investigado por suposta ligação com a facção criminosa Comando Vermelho (CV), e o deputado Thiago Rangel (Avante).

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