
Representantes do Irã e dos Estados Unidos iniciam neste domingo (21) uma nova rodada de negociações na Suíça com o objetivo de avançar em um acordo que possa contribuir para a redução das tensões no Oriente Médio. As conversas acontecem poucos dias após a assinatura de um memorando de entendimento entre os dois países.
A delegação iraniana chegou ao território suíço na noite de sábado. Entre os integrantes estão o presidente do Parlamento iraniano e principal negociador, Mohammad Bagher Qalibaf, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, e o governador do Banco Central do país, Abdolnaser Hemmati. Pelo lado norte-americano, participam o vice-presidente JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner.
O memorando firmado nesta semana estabelece um prazo de 60 dias para a construção de um acordo definitivo. Entre os principais temas em discussão estão o programa nuclear iraniano e o possível alívio das sanções econômicas impostas ao país. Além das reuniões políticas, estão previstas negociações técnicas com a participação de representantes do Catar e do Paquistão, que atuam como mediadores.
Apesar do avanço diplomático, o cenário segue cercado por incertezas. O governo iraniano alertou que o entendimento pode ser comprometido caso os compromissos assumidos não sejam cumpridos, especialmente diante da continuidade dos confrontos entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano.
A tensão aumentou após o Irã anunciar novamente o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e gás. Teerã classificou a medida como resposta aos ataques israelenses no território libanês e afirmou que poderá adotar novas ações caso considere que o acordo está sendo descumprido.
Enquanto isso, Israel informou ter recebido orientação para interromper operações ofensivas no sul do Líbano e atuar apenas de forma defensiva. Mesmo com sucessivas tentativas de cessar-fogo, os confrontos continuam provocando mortes e ampliando a instabilidade na região. As negociações na Suíça são vistas pela comunidade internacional como uma oportunidade para reduzir as tensões e evitar uma escalada ainda maior do conflito.
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