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Minas Gerais lidera retirada de crianças e adolescentes do trabalho infantil no Brasil

Estado registrou 947 afastamentos em 2025; maioria dos casos envolvia atividades consideradas entre as piores formas de exploração infantil

13/06/2026 às 09h00
Por: Cristiane Cirilo
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Fundação Abrinq
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Minas Gerais foi o estado brasileiro que mais retirou crianças e adolescentes do trabalho infantil por meio de ações de fiscalização em 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12), Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, pela Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais (SRTE-MG).

Segundo o levantamento, das 4.318 crianças e adolescentes afastados do trabalho irregular em todo o país neste ano, 947 estavam em Minas Gerais. O número coloca o estado na liderança nacional no combate à exploração do trabalho infantil.

De acordo com a SRTE-MG, mais de 90% dos menores resgatados em território mineiro exerciam atividades classificadas entre as piores formas de trabalho infantil. Entre elas estão o comércio ambulante, a construção civil e os serviços domésticos, considerados ambientes de alto risco para o desenvolvimento físico e psicológico de crianças e adolescentes.

Ao longo de 2025, foram realizadas 423 ações fiscais em Minas Gerais. Um dos casos de maior destaque ocorreu na região Centro-Oeste do estado, onde mais de 100 adolescentes foram afastados de atividades na indústria calçadista. Conforme os fiscais, os jovens trabalhavam em condições consideradas perigosas e insalubres.

Dados mais recentes da SRTE-MG apontam que Minas Gerais possui cerca de 167 mil crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Deste total, aproximadamente 52 mil estão inseridos em atividades consideradas entre as mais graves formas de exploração.

O Ministério do Trabalho e Emprego mantém canais de denúncia para casos de trabalho infantil e reforça a importância da participação da população na identificação e combate a violações dos direitos de crianças e adolescentes.

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