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Mulheres são presas suspeitas de arrecadar doações para tratamento infantil inexistente em MG

Segundo a Polícia Militar, campanha utilizava imagem de uma criança de 3 anos e alegava falsamente necessidade de cirurgia avaliada em R$ 100 mil

11/06/2026 às 07h30 Atualizada em 11/06/2026 às 08h13
Por: Cristiane Cirilo
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Reprodução/Patos Hoje
Reprodução/Patos Hoje

Duas mulheres, de 19 e 36 anos, foram presas em flagrante suspeitas de aplicar golpes por meio de uma falsa campanha de arrecadação de recursos para um suposto tratamento médico infantil em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. A ocorrência foi registrada na manhã de terça-feira (9), no Centro da cidade.

De acordo com a Polícia Militar, as suspeitas utilizavam cartazes com a foto de uma criança de 3 anos para solicitar doações em dinheiro e transferências via PIX. A alegação era de que o menino precisaria passar por uma cirurgia no fígado avaliada em R$ 100 mil.

A suspeita mais jovem foi abordada por militares enquanto pedia contribuições a pedestres e pessoas que aguardavam atendimento em uma casa lotérica na Avenida Major Gote. Durante a fiscalização, os policiais identificaram inconsistências nas informações fornecidas sobre a criança, o suposto parentesco com ela e a necessidade do procedimento médico.

Após as contradições levantarem suspeitas, a Polícia Militar aprofundou as investigações e entrou em contato com familiares da criança retratada nos materiais utilizados na campanha.

Segundo a corporação, os responsáveis informaram que o menino não possuía cirurgia agendada e não necessitava do tratamento divulgado pelas mulheres. As informações apresentadas aos doadores, portanto, seriam falsas.

Na sequência das diligências, os policiais localizaram a segunda suspeita em um hotel próximo ao Mercado Municipal da cidade.

Durante buscas no quarto onde as duas estavam hospedadas, os militares apreenderam cartazes utilizados na campanha, materiais contendo imagens de outra pessoa para captação de doações, duas máquinas de cartão e aparelhos celulares que teriam sido usados na suposta fraude.

Ainda conforme a PM, algumas vítimas foram identificadas e relataram ter feito contribuições acreditando que os valores seriam destinados ao tratamento da criança.

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