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Após morte de mulher que denunciou falta de médicos em UPA, deputada Andréia de Jesus aciona Ministério Público

Parlamentar pede investigação sobre o caso de Brenda Larissa Maia, de 32 anos, que gravou vídeos cobrando atendimento pouco antes de morrer em uma unidade de saúde de Ribeirão das Neves

09/06/2026 às 18h25
Por: João Vitor Viana
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Willian Dias
Willian Dias

A deputada estadual Andréia de Jesus (PT) protocolou nesta terça-feira (9) uma representação junto ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para que sejam apuradas as circunstâncias da morte de Brenda Larissa Maia, de 32 anos, ocorrida na madrugada do último domingo (7), na UPA Acrízio Menezes, em Justinópolis, Ribeirão das Neves.

O caso gerou grande comoção após a divulgação de vídeos gravados pela própria Brenda dentro da unidade de saúde. Nas imagens, registradas horas antes de morrer, ela denuncia a falta de médicos nos consultórios da UPA e pede providências às autoridades municipais enquanto aguardava atendimento para um quadro de fortes dores no peito.

Na representação encaminhada à Procuradoria-Geral de Justiça, Andréia solicita a apuração de possíveis violações ao direito constitucional à saúde e de eventuais responsabilidades administrativas, civis e penais relacionadas ao caso.

Segundo informações divulgadas pela imprensa e reunidas no documento, Brenda, que era portadora de fibromialgia e cardiopatia, deu entrada na unidade na tarde de sábado (6). Ao longo da noite, seu estado de saúde teria se agravado. Após gravar os vídeos denunciando a situação da UPA, ela sofreu uma convulsão e morreu.

Para a deputada, a morte de Brenda levanta questionamentos graves sobre as condições de funcionamento da unidade e sobre a garantia do acesso da população a um atendimento digno e adequado.

"Estamos falando de uma mulher que, mesmo em sofrimento, encontrou forças para denunciar uma situação que pode afetar muitas outras pessoas. É fundamental que os fatos sejam investigados, que eventuais responsabilidades sejam apuradas e que medidas sejam adotadas para evitar que tragédias como essa se repitam", afirmou Andréia.

A representação também pede que sejam investigadas informações consideradas contraditórias sobre a causa da morte da paciente, relatadas pela família após o óbito.

No documento, a parlamentar ressalta que a Constituição Federal estabelece a saúde como um direito fundamental e dever do Estado, além de destacar normas que exigem cobertura médica contínua em unidades de pronto atendimento.

Ao acionar o Ministério Público, Andréia busca garantir uma investigação independente sobre o caso e cobrar respostas para a família de Brenda e para toda a população que depende dos serviços públicos de saúde.

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