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Projeto Meta 2034 quer recuperar Rio das Velhas e ampliar qualidade da água na Grande BH

Iniciativa da UFMG prevê reabilitar trecho de 90 km do principal afluente do Rio São Francisco e reduzir poluição na Região Metropolitana

06/06/2026 às 11h06 Atualizada em 06/06/2026 às 11h09
Por: Cristiane Cirilo
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Reprodução | Crédito: CBH Rio das Velhas
Reprodução | Crédito: CBH Rio das Velhas

O Projeto Manuelzão, ligado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), lançou a Meta 2034, iniciativa que prevê a recuperação da qualidade da água do Rio das Velhas e a retomada de condições para vida aquática em trechos atualmente considerados críticos na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A proposta estabelece a melhoria da qualidade da água ao longo de cerca de 90 quilômetros do rio, entre a foz do Rio Itabirito, em Rio Acima, e a foz do Ribeirão da Mata. A maior concentração das ações, no entanto, deve ocorrer em um trecho de aproximadamente 30 quilômetros entre Sabará e a foz do Ribeirão da Mata.

Segundo os responsáveis pelo projeto, o objetivo é elevar a classificação da água de Classe 4, associada a forte degradação e restrições de uso, para Classe 2, que permite presença de peixes e atividades recreativas.

De acordo com os idealizadores, o trecho metropolitano do Rio das Velhas concentra grande parte da população e da atividade econômica da bacia, além da maior carga de esgoto e resíduos.

Entre as principais medidas previstas estão a ampliação da coleta e do tratamento de esgoto, além do reforço de sistemas já existentes, como as estações de tratamento Arrudas e Onça, ambas na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo os pesquisadores, o avanço do projeto depende da integração entre municípios e da ampliação de investimentos em saneamento básico.

A Meta 2034 também inclui ações relacionadas à segurança hídrica em áreas de mineração. Segundo especialistas, há dezenas de barragens e estruturas de rejeitos localizadas acima de pontos de captação de água do Rio das Velhas, o que exige monitoramento contínuo.

Pesquisadores alertam para o risco de vazamentos e destacam a necessidade de atualização de estruturas antigas frente a eventos climáticos extremos.

Com cerca de 806 quilômetros de extensão, o Rio das Velhas nasce em Ouro Preto e deságua no Rio São Francisco, sendo um dos principais afluentes da bacia hidrográfica nacional.

Apesar da relevância ambiental e histórica, o rio sofre há décadas com poluição, ocupação irregular das margens e degradação de áreas de vegetação nativa.

Moradores da região relatam expectativa de recuperação da fauna aquática e de maior convivência com o rio no futuro.

A Meta 2034 prevê execução gradual das ações ao longo dos próximos anos, com foco na redução da poluição e na requalificação ambiental do principal afluente do Rio São Francisco.

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