
A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o procedimento que investigava atos infracionais semelhantes ao crime de explosão envolvendo dois adolescentes, ambos de 15 anos, suspeitos de atacar praticantes de atividades físicas na região da Pampulha, em Belo Horizonte, com fogos de artifício.
As apurações foram conduzidas pela 3ª Delegacia Especializada de Apuração de Ato Infracional (Deai) e identificaram a suposta participação da dupla em dois episódios ocorridos entre os meses de abril e maio deste ano. As ações tiveram como vítimas dois homens, de 36 e 54 anos.
Conforme a delegada Carolina Máximo, um grupo de cerca de 30 corredores realizava treinamento no ponto conhecido como Mirante do Sabiá quando ocupantes de um veículo começaram a disparar fogos de artifício em direção aos atletas.
Durante um dos ataques, uma das vítimas foi atingida nas costas por um dos artefatos. Apesar de não ter sofrido ferimentos graves, a Polícia Civil destacou o elevado potencial de risco da ação.
No procedimento investigativo, que reúne 84 páginas, foram ouvidos o proprietário do veículo, irmão de um dos adolescentes, as vítimas e os dois menores investigados. Segundo a delegada, os depoimentos foram compatíveis com as provas reunidas, e os adolescentes admitiram participação nos ataques.
As investigações também identificaram outro procedimento semelhante em andamento na Delegacia Noroeste, envolvendo uma nova vítima atingida em circunstâncias parecidas na mesma região e período.
A partir dos levantamentos, os policiais conseguiram identificar o veículo utilizado e os envolvidos. Em depoimento, um dos adolescentes relatou ter utilizado o carro sem autorização e afirmou que, acompanhado do outro jovem, lançava os explosivos contra pessoas aleatórias que praticavam atividades físicas na orla da Pampulha.
Segundo os investigados, o objetivo seria apenas “assustar” as vítimas, embora tenham admitido episódios semelhantes anteriormente.
Para a delegada Carolina Máximo, a conduta vai além de uma simples brincadeira ou imprudência juvenil.
“As investigações demonstraram o uso deliberado de um meio com capacidade concreta de provocar lesões graves e até mesmo mortes”, afirmou.
Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil representou pela internação provisória dos adolescentes, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O procedimento foi concluído na última quinta-feira (21) e encaminhado à Vara Infracional da Infância e Juventude, responsável pelas medidas judiciais cabíveis.
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