
O Atlético segue trabalhando para reorganizar sua situação financeira, considerada um dos principais desafios internos do clube atualmente.
Em abril, o Galo encaminhou à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) um pedido para aderir a um plano coletivo de parcelamento de débitos. A solicitação ainda está sendo analisada pela entidade.
Segundo informações dos bastidores, o valor incluído na negociação é de aproximadamente R$ 43 milhões.
Caso o acordo seja aprovado, o clube poderá dividir os pagamentos em um prazo de até oito anos, sem cobrança de juros, condição vista como estratégica para aliviar o caixa alvinegro.
Apesar da tentativa de reorganização, o Atlético ainda convive com um cenário de elevado endividamento.
Atualmente, o clube possui cerca de R$ 144,5 milhões em parcelas atrasadas referentes a negociações de atletas, envolvendo compromissos vencidos e ainda não quitados.
No balanço financeiro mais recente, o total das obrigações do clube alcança R$ 429 milhões, somando débitos vencidos e pagamentos ainda dentro do prazo. Em 2024, esse valor era de R$ 291 milhões.
A iniciativa junto à CNRD faz parte de um plano mais amplo de reestruturação financeira liderado pelos acionistas da SAF atleticana.
Rubens Menin e Rafael Menin realizaram um aporte de R$ 530 milhões, destinado exclusivamente à quitação de dívidas bancárias.
Internamente, a expectativa é de uma redução significativa nos custos financeiros do clube, com economia estimada em aproximadamente R$ 21,5 milhões mensais em juros.
O valor é semelhante ao montante gasto mensalmente pelo Atlético com a folha salarial do elenco principal.
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