
A bronquiolite, infecção respiratória que atinge principalmente bebês e crianças menores de dois anos, exige atenção redobrada de pais e responsáveis, especialmente nos períodos de maior circulação de vírus respiratórios. Caracterizada pela inflamação dos bronquíolos, pequenas vias aéreas dos pulmões, a doença costuma começar com sintomas semelhantes aos de um resfriado, mas pode evoluir para quadros mais graves.
Tosse, coriza, espirros e febre leve estão entre os primeiros sinais da bronquiolite, desencadeada por diferentes vírus, sendo o principal deles o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Em muitos casos, os sintomas permanecem leves, mas há situações em que a criança apresenta dificuldade respiratória e precisa de avaliação médica imediata.
Entre os sinais de alerta estão respiração rápida ou com esforço, chiado intenso no peito, dificuldade para mamar ou se alimentar, febre persistente, lábios ou unhas arroxeados, além de prostração, sonolência ou cansaço excessivo.
Na maior parte dos casos, o tratamento envolve medidas simples, como hidratação, repouso e acompanhamento médico. Ainda assim, especialistas reforçam que a observação constante dos sintomas é essencial para evitar agravamentos.
Além dos cuidados básicos, como higienização frequente das mãos, ambientes ventilados e evitar contato com pessoas gripadas ou resfriadas, a vacinação aparece como uma das principais aliadas na prevenção da doença.
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza atualmente a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório para gestantes a partir da 28ª semana de gestação. O imunizante permite que a mãe produza anticorpos que são transferidos ao bebê por meio da placenta, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida, fase considerada a mais vulnerável para complicações da bronquiolite.
Embora ainda não exista uma vacina aplicada diretamente em bebês contra o VSR, crianças podem receber anticorpos monoclonais, como o palivizumabe e o nirsevimabe, indicados para ajudar na prevenção de formas graves da infecção e reduzir o risco de internações.
A orientação é que pais e responsáveis mantenham a vacinação em dia e procurem atendimento médico sempre que houver sinais de agravamento respiratório.
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