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Deputados e ministros defendem mobilização para acelerar fim da escala 6x1 ainda em 2026

Proposta em debate na Câmara prevê redução da jornada para 40 horas semanais sem corte salarial e dois dias de descanso

23/05/2026 às 10h30
Por: Cristiane Cirilo
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Alessandra Torres / Câmara dos Deputados
Alessandra Torres / Câmara dos Deputados

Deputados federais, ministros e integrantes da comissão especial que analisa o fim da escala de trabalho 6x1 afirmaram nesta semana que há articulação para tentar levar a votação da proposta ainda nos próximos dias na Câmara dos Deputados.

O debate ocorreu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), dentro do projeto “Câmara pelo Brasil”, e reuniu parlamentares envolvidos na construção do texto. Segundo o relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), o parecer deve ser apresentado na segunda-feira, com expectativa de votação até o dia 27.

O autor da proposta, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), afirmou que já há acordo para avançar na matéria. Ele defende a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com manutenção integral dos salários, além da garantia de dois dias de descanso.

“Nós fizemos acordo: redução para 40 horas, dois dias de descanso sem redução do salário e valorização da convenção coletiva”, afirmou.

Apresentada originalmente em 2019, a proposta tem como justificativa a ampliação do descanso semanal e a melhoria das condições de trabalho. Segundo Reginaldo Lopes, estudos do Ipea e do Dieese indicariam que trabalhadores na escala 6x1 estariam entre os mais afetados por desigualdades salariais.

Durante o encontro, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, também defendeu mudanças na organização da jornada, citando experiências de empresas que teriam adotado modelos alternativos após dificuldades de contratação.

O relator da comissão, Leo Prates, afirmou que alguns pontos são considerados “inegociáveis” no texto, como a redução da jornada sem corte salarial, a manutenção de dois dias de folga e o fortalecimento das negociações coletivas.

Segundo ele, a aprovação da proposta depende de articulação política mais ampla. “Precisamos chegar a 308 votos. Isso exige mobilização dos trabalhadores”, disse.

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