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Suspeito de matar namorada em apartamento de luxo é servidor do Cefet-MG e já havia sido afastado após processo disciplinar

Investigação aponta tentativa de forjar cena do crime; vítima de 22 anos teria herdado imóvel avaliado em R$ 900 mil em Belo Horizonte

20/05/2026 às 14h53
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Reprodução/ Polícia Civil
Foto: Reprodução/ Polícia Civil

A Polícia Civil investiga como feminicídio a morte de Giovanna Neves, de 22 anos, encontrada morta em um apartamento na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte. O principal suspeito do crime é o namorado da jovem, Adalton Martins Gomes, de 45 anos, servidor público federal vinculado ao Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG).

Segundo informações da instituição, Adalton ocupa o cargo de técnico em Tecnologia da Informação desde janeiro de 2009 e atualmente estava lotado no campus Nova Gameleira, em Belo Horizonte.

O suspeito chegou a ser demitido do serviço público federal em 2018 após responder a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado no ano anterior. O Cefet-MG não divulgou qual teria sido a infração atribuída ao servidor.

Em 2020, no entanto, a Justiça Federal determinou a reintegração de Adalton ao cargo. A decisão foi contestada pela instituição e o recurso segue em tramitação na segunda instância.

Ainda de acordo com informações apuradas, o servidor estava afastado por licença médica até o início deste mês. Em abril, a direção do campus solicitou uma avaliação de capacidade laboral, mas ele não compareceu à perícia agendada.

Inicialmente, a morte de Giovanna era tratada como um possível suicídio. No entanto, a Polícia Civil informou nesta terça-feira (20) que o caso passou a ser investigado como feminicídio.

Adalton Martins foi preso preventivamente na última sexta-feira (15), suspeito de tentar forjar a cena do crime. Conforme as investigações, ele também teria interesse no patrimônio da vítima, que havia herdado um apartamento avaliado em aproximadamente R$ 900 mil.

O corpo da jovem foi encontrado por uma amiga, que estranhou a ausência de respostas às mensagens e o não comparecimento de Giovanna a um almoço marcado. Ao chegar ao imóvel, a amiga encontrou a vítima sem sinais vitais e acionou o Samu.

De acordo com a investigação, Giovanna e Adalton iniciaram o relacionamento em outubro de 2025 e estavam juntos havia cerca de quatro meses.

A Polícia Civil aponta que, pouco tempo após o início da relação, o homem passou a morar no apartamento da jovem e chegou a transferir contas da residência para o próprio nome.

Testemunhas relataram ainda mudanças no comportamento da vítima após o início do relacionamento. Amigos e familiares disseram que Giovanna se afastou do convívio social, mudou a forma de se vestir e apresentava sinais de dependência emocional e vulnerabilidade psicológica.

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