
A Polícia Civil de Minas Gerais divulgou novos detalhes sobre a investigação da morte de Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, encontrada sem vida em um apartamento na Savassi, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, em fevereiro deste ano.
Segundo as apurações, o homem de 45 anos suspeito de assassinar a jovem e tentar encenar um suicídio teria levado outras mulheres ao imóvel da vítima cerca de um mês após o crime.
O investigado foi preso temporariamente na última sexta-feira (15), aproximadamente três meses depois da morte da estudante, registrada em 9 de fevereiro.
De acordo com a Polícia Civil, há indícios de que o suspeito possuía interesse financeiro nos bens deixados por Giovanna, incluindo o apartamento e uma herança estimada em cerca de R$200 mil.
Ainda conforme os investigadores, o comportamento do homem após a morte da jovem levantou suspeitas e passou a integrar o conjunto de elementos analisados no inquérito.
Giovanna foi encontrada morta por uma amiga que tinha um encontro marcado com ela. Sem conseguir contato por mensagens, a colega foi até o apartamento utilizando uma chave que possuía do imóvel e acionou o Samu após localizar a vítima.
Inicialmente, a cena indicava um possível suicídio. No local, foram encontradas caixas vazias de clonazepam, além de relatos sobre histórico de depressão e conflitos familiares enfrentados pela jovem.
Entretanto, o laudo da necropsia apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica por sufocação direta, provocada por obstrução das vias respiratórias, possivelmente causada pelas mãos ou por um travesseiro.
As investigações apontam ainda que o suspeito mantinha um relacionamento com Giovanna desde outubro de 2025 e passou a morar rapidamente no apartamento da vítima.
Segundo a polícia, durante o relacionamento, a estudante teria se afastado de familiares e amigos, além de apresentar mudanças de comportamento.
Dias após a morte, o investigado também entrou na Justiça com um pedido de reconhecimento de união estável pós-morte e chegou a procurar amigas da jovem para tentar comprovar a relação.
O caso segue sendo tratado pela Polícia Civil como feminicídio.
Mín. 18° Máx. 27°