
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que está monitorando o avanço da epidemia de ebola após a Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstrar preocupação com a velocidade e a escala dos casos registrados na República Democrática do Congo (RDC). O país africano já contabiliza mais de 100 mortes e centenas de casos suspeitos.
A OMS declarou emergência internacional em saúde pública em razão do avanço da doença, que também tem registros em Uganda. O vírus ebola causa febre hemorrágica altamente contagiosa e, nas últimas cinco décadas, já provocou mais de 15 mil mortes no continente africano.
Em Minas Gerais, a SES-MG informou que não há registros de casos suspeitos, notificados ou confirmados de ebola nos últimos dez anos no estado, conforme dados do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs-Minas).
A secretaria afirmou ainda que acompanha o cenário internacional e mantém monitoramento contínuo de eventos de importância em saúde pública, em articulação com autoridades nacionais. Segundo o órgão, o estado permanece em prontidão para detecção, investigação e resposta a eventuais casos suspeitos.
De acordo com a SES-MG, a OMS avalia que o atual cenário não configura uma emergência pandêmica, embora requeira vigilância reforçada.
A pasta também orienta que a população procure atendimento médico em caso de sintomas compatíveis com a doença e informe histórico recente de viagens internacionais, especialmente para áreas afetadas.
Os sintomas iniciais do ebola podem incluir febre, dor de cabeça, fraqueza intensa, diarreia, vômitos, dor abdominal, dor de garganta e perda de apetite, podendo ser confundidos com outras infecções. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para hemorragias internas e externas, falência de órgãos e choque circulatório.
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