
O pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, passou a ser alvo de críticas nas redes sociais após declarações contra o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo PL. Zema criticou o parlamentar por pedir doações ao empresário Vorcaro, o que acabou gerando reações no meio político.
Um dos primeiros a reagir foi João Amoêdo, fundador e ex-presidente do Partido Novo. Em publicação nas redes sociais, Amoêdo criticou duramente Zema e afirmou que, após oito anos sendo “submisso ao bolsonarismo” e colocando o Novo como “linha auxiliar da família Bolsonaro”, o ex-governador agora teria percebido que eles “não são confiáveis”.
Do outro lado, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, saiu em defesa do irmão, Flávio Bolsonaro. Em sua rede social, ele publicou um print com dados de prestação de contas do Partido Novo, mostrando o recebimento de recursos de campanha. Entre os registros, aparece uma doação de R$ 1 milhão feita por Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master citado por Zema.
O episódio evidencia o racha e a troca de acusações dentro de um campo político que, até então, caminhava alinhado em diversos momentos. As críticas vieram de diferentes lados e aumentaram a tensão entre lideranças da direita.
Agora, o cenário levanta questionamentos sobre os próximos passos de Zema. Resta saber como o ex-governador irá reagir diante da pressão e como ficará sua relação com figuras ligadas ao bolsonarismo, especialmente considerando que Flávio Bolsonaro também se movimenta não só no tabuleiro político nacional.
Mín. 16° Máx. 26°