
O presidente Lula se reuniu nesta quinta-feira (7) com o presidente Donald Trump, na Casa Branca, em Washington. O encontro ocorre em formato de reunião de trabalho e sem o status oficial de visita de Estado.
Lula chegou à Casa Branca por volta das 12h20, no horário de Brasília, sendo recebido por Trump. Segundo o Palácio do Planalto, os dois presidentes participaram inicialmente de uma conversa reservada no Salão Oval, acompanhados de integrantes das delegações dos dois países. A reunião durou pouco mais de uma hora, seguida de um almoço oficial.
Entre os principais temas discutidos estão comércio bilateral, combate ao crime organizado, investigação conduzida pelos Estados Unidos envolvendo o PIX, exploração de terras raras, regulação das big techs, além de conflitos internacionais e relações diplomáticas.
A delegação brasileira conta com cinco ministros: Mauro Vieira, das Relações Exteriores, Dario Durigan, da Fazenda, Márcio Rosa, Alexandre Silveira e Wellington César Lima e Silva.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também integra a comitiva, embora não tenha participado da reunião principal.
Do lado norte-americano, participaram integrantes da alta cúpula do governo, incluindo o vice-presidente J.D. Vance, além de secretários ligados às áreas de comércio e economia.
Inicialmente, a agenda previa uma rápida declaração conjunta à imprensa antes da conversa reservada. No entanto, a pedido de Lula, a ordem foi alterada para que a reunião privada acontecesse primeiro, antes da entrada dos jornalistas no Salão Oval.
Segundo fontes do governo brasileiro, a mudança foi aceita pela Casa Branca.
Esta é a segunda reunião presencial entre Lula e Trump desde o início do atual mandato do republicano. O primeiro encontro ocorreu em outubro do ano passado, na Malásia, em meio às tensões comerciais envolvendo tarifas sobre produtos brasileiros e discussões diplomáticas entre os dois países.
Nos últimos meses, os presidentes também mantiveram conversas telefônicas. A mais recente aconteceu na última sexta-feira (1º), quando Lula se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos e discutir presencialmente os temas de interesse bilateral.
A expectativa do governo brasileiro é de que o encontro ajude a reduzir tensões comerciais e avance na normalização das relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos.
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