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Presidente da Câmara aciona Guarda Municipal e PF após novas ameaças contra vereadora

Professor Juliano Lopes reforça que não serão toleradas intimidações e determina reforço na segurança de Juhlia Santos (PSOL)

07/05/2026 às 15h49
Por: Suylan Rikelme
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Divulgação: Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH)
Divulgação: Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH)

O presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), Professor Juliano Lopes (Pode), afirmou nesta quinta-feira (7) que não serão toleradas ameaças contra parlamentares da Casa. A declaração ocorre após a vereadora Juhlia Santos (PSOL) relatar que voltou a ser alvo de ameaças de morte, desta vez com um prazo de 48 horas para renunciar ao mandato.

Segundo o presidente, a Câmara já acionou a Guarda Municipal para garantir escolta 24 horas à parlamentar e solicitou à Polícia Federal a investigação do caso. “Estamos tomando as medidas possíveis. Já acionamos a Guarda Municipal para que a prefeitura dê suporte, através da Guarda, 24 horas para a vereadora Juhlia. Também estamos acionando a Polícia Federal para que este inquérito seja investigado passo a passo, e os suspeitos dessas ameaças sejam presos”, afirmou.

Após a nova ameaça, a vereadora se manifestou nas redes sociais e relatou que recebeu mensagens com prazo de 48 horas para renunciar ao mandato.

“Dessa vez tem um prazo, o que nos chamou muito atenção e nos deixou apreensivos, porque tem um prazo de 48 horas para que eu deixe o meu mandato, para que eu deixe a função de vereadora”, disse.

A parlamentar destacou ainda que a situação representa uma tentativa de intimidação política. “É uma tentativa de calar os 6.703 belo-horizontinos que me concederam esse mandato. Vou continuar trabalhando e defendendo as pautas que hoje me fazem alvo dessas ameaças”, afirmou.

Ameaça anterior

Não é a primeira vez que a vereadora é alvo de violência. Em fevereiro deste ano, Juhlia Santos recebeu uma ameaça considerada “grave, covarde e profundamente violenta”, encaminhada por e-mail. Segundo ela, a mensagem continha teor racista e transfóbico, além de detalhes sobre sua rotina e familiares, condicionando sua integridade física à renúncia do mandato.

Na ocasião, o presidente da Câmara realizou coletiva de imprensa e informou que as ameaças também haviam sido enviadas à Presidência e à Ouvidoria da Casa. Inicialmente, a segurança da própria Câmara foi acionada, até que a Guarda Municipal assumisse a escolta da parlamentar.

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