
Pacientes com esclerose múltipla passam a contar com uma nova opção de tratamento no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu aval ao uso do medicamento Briumvi, que tem como princípio ativo o ublituximabe. A autorização foi publicada nesta semana.
A esclerose múltipla é uma doença que atinge o cérebro e a medula espinhal. Ela ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar a mielina, estrutura que protege os neurônios. Esse ataque provoca inflamações e lesões, que podem comprometer funções neurológicas ao longo do tempo.
O novo remédio age justamente sobre esse processo. Trata-se de um anticorpo monoclonal que atua nos linfócitos B, células de defesa envolvidas na progressão da doença. Ao reduzir a ação dessas células, o tratamento ajuda a diminuir surtos e a atividade inflamatória.
A condição é considerada rara e ainda não tem causa totalmente conhecida. Especialistas apontam que fatores genéticos e ambientais podem estar envolvidos. A doença costuma aparecer em adultos jovens, principalmente entre 20 e 50 anos, e é mais frequente em mulheres.
Os sintomas variam e podem incluir cansaço intenso, fraqueza, dificuldade de coordenação, dores e alterações urinárias ou intestinais. Em alguns casos, também há impacto emocional, como depressão.
Apesar de não ter cura, a esclerose múltipla pode ser controlada com tratamento adequado. O acompanhamento médico é fundamental para reduzir a progressão da doença e preservar a qualidade de vida dos pacientes.
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