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MPMG denuncia prefeito de Guanhães por ameaças à ex-esposa e violência psicológica

Denúncia inclui crimes de ameaça qualificada, perseguição e posse irregular de arma; prefeito está preso preventivamente desde abril e Ministério Público pede manutenção da prisão

24/04/2026 às 12h29
Por: Cristiane Cirilo
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MPMG
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o prefeito de Guanhães, no Vale do Rio Doce, por uma série de crimes relacionados a ameaças e perseguição contra a ex-esposa. Ele está preso preventivamente desde 1º de abril de 2026 e vai responder por ameaça qualificada, perseguição, violência psicológica e posse de arma de fogo.

Segundo o MPMG, as condutas teriam ocorrido entre agosto de 2025 e março deste ano, motivadas pelo inconformismo do prefeito com o fim do relacionamento, encerrado formalmente em fevereiro de 2024.

A denúncia foi apresentada à Justiça pela Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária (PCO), que atua em casos envolvendo agentes públicos com foro especial.

O Ministério Público também pediu a manutenção da prisão preventiva e a ampliação das investigações para apurar possíveis outros crimes, como tentativa de feminicídio, abuso de autoridade, uso indevido de recursos públicos e adulteração de sinal identificador de veículo.

De acordo com a investigação, o prefeito teria enviado à vítima imagens de arma de fogo por aplicativo de mensagens e feito declarações ameaçadoras, afirmando que não aceitaria a separação e que “ela não seria de mais ninguém”.

Em outro registro, citado pelo MPMG, ele teria mencionado a possibilidade de morte da ex-companheira em conversa gravada. Também há relato de testemunha sobre uma ameaça envolvendo a vítima e o atual companheiro dela.

O Ministério Público aponta que houve perseguição contínua, com monitoramento da rotina da vítima, vigilância constante e restrição indireta de sua liberdade.

As investigações também indicam possível uso de servidores públicos subordinados e equipamentos de vigilância, como drones, para acompanhamento da rotina da ex-companheira.

A denúncia descreve um padrão de violência psicológica, com episódios de coação, manipulação, exposição pública e tentativa de controle emocional da vítima.

Segundo o MPMG, o prefeito teria usado informações pessoais sensíveis da ex-esposa durante sua campanha política, além de pressioná-la para manter a aparência de relacionamento após a separação e desqualificá-la diante de terceiros.

Durante cumprimento de mandados de busca e apreensão, foram encontradas armas de fogo em imóveis ligados ao investigado: um revólver calibre .38 na residência e uma espingarda calibre .36 em propriedade rural.

O Ministério Público defende a continuidade da prisão preventiva, alegando risco à vítima, possibilidade de interferência nas investigações e tentativa de obstrução da Justiça.

Segundo a denúncia, o comportamento do investigado indicaria risco de reiteração das condutas e uso de influência política e econômica para dificultar o andamento do processo.

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