
A morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, investigado em operação da Polícia Federal, segue cercada de questionamentos após a ausência de causa definida na declaração de óbito. O corpo foi enterrado no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte, no início de março.
Segundo informações do caso, Mourão estava preso na superintendência da Polícia Federal na capital mineira e teria se enforcado dentro da cela. Ele chegou a ser socorrido ao Hospital João XXIII, mas teve morte encefálica confirmada no mesmo dia.
O documento oficial emitido pelo Instituto Médico-Legal, no entanto, não indica a causa da morte e apresenta a informação “aguardando exames”, o que chama a atenção de especialistas. Médicos legistas ouvidos apontam que, mesmo em casos sob investigação, é comum a inclusão de indícios técnicos observados durante a necropsia.
Entre os pontos levantados estão a ausência de registros sobre possíveis marcas na região do pescoço e a não utilização de termos técnicos habitualmente empregados em casos de enforcamento. O laudo completo da perícia ainda não foi concluído e não há prazo definido para sua divulgação.
A Polícia Federal instaurou procedimento interno para apurar as circunstâncias da morte. O caso está sob sigilo judicial, o que limita a divulgação de informações pelas autoridades envolvidas .
Além das dúvidas sobre a causa da morte, inconsistências em registros oficiais também foram identificadas. O sistema municipal chegou a indicar data de sepultamento anterior ao óbito, erro que foi posteriormente corrigido.
O caso segue em investigação, sem conclusão oficial sobre as circunstâncias da morte.
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