18°C 30°C
Belo Horizonte, MG
Publicidade

TJMG mantém prisão de empresário acusado de matar gari em BH

Câmara criminal rejeita habeas corpus e cita gravidade do crime e repercussão social na decisão.

10/04/2026 às 15h51
Por: Marina Menta
Compartilhe:
Imagem: Reprodução/Record
Imagem: Reprodução/Record

A Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou, nessa quinta-feira (9), o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, em Belo Horizonte.

A decisão é da 8ª Câmara Criminal, que manteve a prisão preventiva do réu.

No recurso, a defesa alegou “constrangimento ilegal” e pediu a revogação da prisão ou a substituição por medidas cautelares, com base no artigo 319 do Código de Processo Penal. 

Os advogados sustentaram ausência de fundamentação na decisão e falta dos requisitos previstos no artigo 312 do mesmo código.

O relator do caso, desembargador Maurício Pinto Ferreira, rejeitou os argumentos. Ele destacou a gravidade do crime, a repercussão social e a ausência de condições pessoais favoráveis ao acusado como fatores que justificam a manutenção da prisão. Os desembargadores Henrique Abi-Ackel Torres e Âmalin Aziz Sant’Ana acompanharam integralmente o voto.

De acordo com denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, o crime ocorreu em 11 de agosto de 2025, na região Oeste da capital. O empresário saiu de Nova Lima com destino a Betim, portando uma arma de fogo.

No trajeto, ao se deparar com o trânsito lento causado por um caminhão de coleta de lixo, ele teria se irritado. Segundo o MPMG, mesmo após orientação dos trabalhadores de que seria possível seguir, o motorista ameaçou a condutora do caminhão e, em seguida, efetuou um disparo que atingiu o gari na região abdominal.

A vítima foi socorrida, mas chegou sem vida à unidade de saúde.

Horas após o crime, o suspeito foi localizado e preso em uma academia na capital. Em setembro de 2025, ele se tornou réu após a Justiça aceitar a denúncia.

Ainda conforme o Ministério Público, o empresário teria pedido à esposa, delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, que entregasse à perícia uma arma diferente da utilizada no crime, numa tentativa de induzir a investigação a erro.

A denúncia aponta que o homicídio foi cometido por motivo fútil, com recurso que dificultou a defesa da vítima e em via pública, o que pode configurar perigo comum.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.