A Avenida Cristiano Machado passa a liderar os índices de acidentes e mortes no trânsito de Belo Horizonte nos primeiros meses de 2026. Entre janeiro e fevereiro, a via registra três mortes e 596 colisões, superando o Anel Rodoviário, que contabiliza uma morte e 519 acidentes no mesmo período.
Segundo dados da Prefeitura de Belo Horizonte, o município soma cerca de 13,3 mil acidentes de trânsito neste ano. A Cristiano Machado, com aproximadamente 11,7 quilômetros de extensão, concentra média de 10 ocorrências por dia e se destaca entre os principais corredores de tráfego da capital.
A via liga a região central ao Vetor Norte e apresenta fluxo intenso de veículos, incluindo carros de passeio e caminhões que utilizam o trecho como acesso a cidades da Região Metropolitana, como Lagoa Santa, Vespasiano, Confins, Santa Luzia e Pedro Leopoldo.
Intervenções em andamento também impactam a circulação. Obras em pontos como as avenidas Vilarinho e Waldomiro Lobo, além do entorno da estação São Gabriel e da Catedral Cristo Rei, geram desvios e alterações no tráfego.
De acordo com o consultor de trânsito Silvestre de Andrade, o cenário atual é considerado atípico e contribui para o aumento dos riscos. Ele aponta que gargalos operacionais e mudanças no fluxo tornam a condução mais complexa para os motoristas.
O especialista destaca ainda que o fator humano está presente na maioria dos acidentes e defende o reforço de medidas de educação no trânsito e fiscalização, especialmente no controle de velocidade.
A Prefeitura de Belo Horizonte informa que mantém monitoramento diário na avenida, com ações de fiscalização, sinalização e campanhas educativas. Segundo o município, as obras em execução têm como objetivo melhorar a fluidez e a drenagem no longo prazo.
A conclusão de algumas intervenções, como a trincheira na interseção com a Avenida Vilarinho, está prevista para 2028. Até lá, o trecho segue exigindo atenção redobrada dos condutores.