
A presidente da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Marília Carvalho de Melo, afirmou que a Lagoa da Pampulha será despoluída a partir de metas estabelecidas na renovação do contrato com a Prefeitura de Belo Horizonte, firmada no fim de março. O compromisso foi reforçado durante participação em evento sobre saneamento nesta quinta-feira (9).
Segundo a dirigente, a companhia assumiu a meta de cessar o lançamento de esgotos clandestinos na lagoa até o fim de 2027, como parte da extensão contratual que prevê a atuação da empresa na capital até 2073.
A contaminação da Pampulha, de acordo com a presidente, está ligada não apenas ao entorno imediato da lagoa, mas também ao uso e ocupação do solo em áreas conectadas por rios e córregos que deságuam no reservatório. Para enfrentar o problema, a Copasa tem ampliado a oferta de redes de esgoto e realizado ligações, sobretudo em áreas de maior vulnerabilidade social.
Embora a conexão dos imóveis à rede seja responsabilidade dos moradores, a companhia tem atuado diretamente para viabilizar essas ligações, com o objetivo de interromper o despejo irregular de esgoto.
Marília Melo afirmou que já há avanços no processo de recuperação, mas ressaltou que os resultados serão percebidos no médio e longo prazo. As metas, segundo ela, foram reforçadas em cláusulas do novo contrato com o município.
Além da redução da carga de esgoto, a Copasa também atua para minimizar o mau cheiro em pontos da lagoa e participa de ações de revitalização do espelho d’água em parceria com a prefeitura.
A repactuação contratual prevê ainda uma reavaliação em 2052. De acordo com a companhia, as intervenções em andamento devem permitir alcançar cobertura total da rede de esgoto na bacia da Pampulha em Belo Horizonte e 99,5% em Contagem.
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