
A dívida pública federal brasileira registrou aumento de 2,31% no mês de fevereiro, chegando ao patamar de R$8,84 trilhões, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional.
O número representa uma elevação em relação ao mês anterior, quando o estoque da dívida estava em aproximadamente R$8,64 trilhões, mantendo a tendência de alta nas contas públicas.
O crescimento da dívida foi influenciado principalmente por dois movimentos:
maior emissão de títulos públicos em relação aos resgates
incorporação dos juros ao valor total da dívida
No período, o governo emitiu mais títulos do que pagou, gerando um saldo positivo de cerca de R$125 bilhões. Além disso, aproximadamente R$74 bilhões em juros foram adicionados ao estoque.
A maior parte da dívida segue concentrada no mercado interno. A dívida mobiliária federal interna chegou a cerca de R$8,51 trilhões, com crescimento superior a 2% no mês.
Já a parcela externa apresentou avanço mais expressivo, de aproximadamente 6,1%, alcançando cerca de R$329 bilhões, impulsionada por emissões no exterior.
O nível elevado da taxa básica de juros influencia diretamente o aumento da dívida, já que encarece o custo de financiamento do governo.
Mesmo assim, o custo médio da dívida apresentou leve redução, ficando em torno de 11,9% ao ano, enquanto o prazo médio caiu para aproximadamente 4 anos.
O chamado “colchão de liquidez”, utilizado para garantir o pagamento das obrigações, subiu para cerca de R$1,19 trilhão, valor suficiente para cobrir mais de seis meses de vencimentos da dívida.
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