
A prévia da inflação na Região Metropolitana de Belo Horizonte registrou alta de 0,52% em março, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados nesta quinta-feira (26). O índice desacelerou em relação a fevereiro, mas segue entre os mais elevados do país.
O resultado coloca a região entre as maiores altas nacionais, ao lado de São Paulo, ficando atrás apenas de capitais como Recife, Belém e Fortaleza.
A principal pressão veio do grupo alimentação e bebidas, que subiu 1,02%. Produtos como leite e derivados, cereais, leguminosas, hortaliças e verduras puxaram o aumento, influenciados principalmente por fatores sazonais, como o impacto das chuvas.
Outro destaque foi o grupo despesas pessoais, também com alta de 1,02%, impulsionado por serviços bancários e hospedagem.
Já o grupo habitação avançou 0,92%, com impacto do aumento de aluguéis, tarifas de água e custos relacionados à manutenção doméstica.
Por outro lado, alguns segmentos ajudaram a conter a inflação. Transportes registraram leve queda, influenciados pela redução das tarifas de ônibus aos domingos e feriados, enquanto educação também apresentou recuo.
No acumulado do ano, a prévia da inflação na região soma alta de 1,71%. Em 12 meses, o índice chega a 3,65%.
Apesar da desaceleração mensal, o resultado veio acima do esperado pelo mercado, indicando que a inflação segue pressionada, especialmente por itens menos sensíveis aos juros, como alimentos e serviços.
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