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Homem que matou companheira é condenado a 24 anos de prisão em MG

Decisão da Justiça manteve condenação por feminicídio e determinou indenização aos filhos da vítima.

27/03/2026 às 16h25 Atualizada em 27/03/2026 às 16h55
Por: Marina Menta
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Imagem: Banco de Imagens
Imagem: Banco de Imagens

A Justiça de Minas Gerais fixou em 24 anos e seis meses de prisão a pena de um homem condenado por matar a companheira por suspeita de traição em Ibiaí, no Noroeste de Minas. A decisão foi tomada em segunda instância e manteve o crime como feminicídio, além de estabelecer o pagamento de indenização à família da vítima.

O julgamento ocorreu na 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que reavaliou a pena após recurso da defesa. Inicialmente, a condenação ultrapassava 32 anos, mas foi ajustada por critérios técnicos na dosimetria, sem alterar a responsabilização do réu pelo crime.

Além da prisão em regime fechado, o homem foi condenado a pagar R$ 50 mil de indenização aos dois filhos da vítima.

O crime aconteceu em setembro de 2024, no município de Ibiaí, no Norte de Minas Gerais. Segundo os autos, o homem chegou à casa durante a madrugada e iniciou uma discussão com a companheira, motivada por suspeitas de infidelidade.

A mulher estava deitada ao lado da filha adolescente quando o agressor passou a ofender a jovem e, em seguida, pegou uma faca na cozinha. Ele desferiu um golpe no peito da vítima, que chegou a ser socorrida, mas morreu em decorrência de lesões no pulmão.

O crime foi presenciado pela filha do casal, que teve o depoimento considerado uma das principais provas no processo. A confissão do acusado e o laudo de necrópsia também foram determinantes para a manutenção da condenação.

Durante o julgamento do recurso, a defesa tentou reduzir ainda mais a pena e alegou que não havia intenção de matar, argumento rejeitado pelos desembargadores. Para o colegiado, a dinâmica do crime e a gravidade da agressão comprovam a intenção homicida.

Após o assassinato, o homem fugiu e se apresentou posteriormente à polícia. O caso segue sob segredo de Justiça.

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