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Protesto indígena paralisa trem que liga Vitória a Minas pelo quarto dia

Bloqueio em trecho ferroviário no Leste de Minas mantém viagens suspensas e expõe cobrança por reparação histórica.

24/03/2026 às 14h32 Atualizada em 24/03/2026 às 14h37
Por: Marina Menta
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Reprodução I Coletivo Tupinikim
Reprodução I Coletivo Tupinikim

As viagens do trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas seguem suspensas pelo quarto dia consecutivo nesta terça-feira (24), após indígenas bloquearem a linha férrea em Resplendor, no Leste de Minas Gerais. 

Imagem: Reprodução

A interrupção, segundo a Vale S.A., mineradora responsável pela operação, ocorre por questões de segurança diante da continuidade do protesto. De acordo com a empresa, a suspensão das viagens está prevista ao menos até esta quarta-feira (25), sem garantia de retomada imediata. 

A paralisação do serviço ferroviário que liga Minas Gerais ao Espírito Santo foi mantida após indígenas Tupiniquim ocuparem a linha férrea desde o último sábado (22). 

Os manifestantes são de aldeias localizadas na Terra Indígena Tupiniquim de Aracruz, no Espírito Santo. Entre elas estão Caieiras Velha, Irajá e Pau Brasil. O grupo protesta contra a falta de reparação aos povos indígenas atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana, ocorrido em 2015, tragédia que deixou 19 mortos e provocou impactos ambientais e sociais de larga escala.

Imagem: Reprodução I Instagram @apiboficial

 

Em nota, a Vale informou que passageiros afetados podem remarcar as passagens ou solicitar reembolso no prazo de até 30 dias. A empresa também orienta que informações adicionais sejam obtidas por meio dos canais oficiais de atendimento.

A Estrada de Ferro Vitória a Minas é uma das principais ligações ferroviárias do país e uma das poucas a manter transporte regular de passageiros entre dois estados. A interrupção do serviço impacta diretamente moradores que dependem do trem para deslocamentos de longa distância, além de afetar a logística regional.

Este é mais um episódio recente de paralisação na ferrovia motivado por manifestações. Ao longo de março, outros protestos também já haviam interrompido a circulação, evidenciando o uso recorrente da via como forma de pressão por reivindicações sociais e econômicas.

 

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