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Viana quer saber quem usou telefone do STF em conversa com o dono do Banco Master

Senador cobra resposta da Corte e diz que uso de telefone institucional com dinheiro público precisa ser esclarecido.

24/03/2026 às 15h17
Por: Marina Menta
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Imagem: Foto: Waldemir Barreto I Agência Senado
Imagem: Foto: Waldemir Barreto I Agência Senado

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira (23) que o Supremo Tribunal Federal ainda não respondeu ao ofício que busca identificar quem utilizou um número funcional da Corte para se comunicar com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Segundo o parlamentar, a investigação aponta que um dos números presentes na quebra de sigilo de Vorcaro pertence ao STF. No entanto, até o momento, não há confirmação sobre qual integrante da Corte estaria utilizando a linha no momento da troca de mensagens.

Diante da ausência de resposta dentro do prazo estipulado, Viana afirmou que pretende acionar diretamente o presidente do STF, ministro Edson Fachin. “Não recebemos ainda a resposta oficial do Supremo Tribunal Federal. Dado o prazo, não havendo manifestação, vamos oficiar o ministro Edson Fachin, que é o presidente da Casa”, declarou.

O pedido inicial foi enviado na última quinta-feira (19), com prazo de dois dias úteis para retorno, encerrado nesta segunda-feira (23). No documento, o senador solicita informações detalhadas sobre o uso do número ao longo dos últimos cinco anos, entre janeiro de 2021 e 19 de março de 2026.

De acordo com Viana, dados do Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos (Sittel) confirmaram que o número está vinculado institucionalmente ao STF. Ainda assim, não foi possível identificar o usuário responsável pela linha no período em que ocorreram as comunicações.

O senador defendeu a necessidade de transparência no uso de recursos públicos. “Por se tratar de um número público, à disposição do Supremo e pago com dinheiro público, é preciso identificar quem o estava usando”, afirmou.

A CPMI do INSS investiga possíveis irregularidades envolvendo o sistema previdenciário e mantém apurações sobre relações entre agentes públicos e o setor privado. Até o momento, o STF não se manifestou oficialmente sobre o caso.

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