
A fábrica da Ao Gosto, localizada no bairro Sagrada Família, na Região Leste de Belo Horizonte, foi interditada na terça-feira (17) após uma operação do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) identificar uma série de irregularidades sanitárias. Durante a ação, cerca de 30 toneladas de carne foram apreendidas.
Segundo o IMA, o principal problema constatado foi a falta de autorização sanitária para a atividade industrial. Apesar de atuar no processamento de produtos de origem animal, a unidade operava apenas com alvará voltado ao comércio varejista o que é incompatível com esse tipo de produção.
De acordo com a fiscalização, o local funcionava como uma unidade de beneficiamento de carnes sem registro nos órgãos competentes. No espaço, eram processados diversos produtos, como carnes in natura e temperadas, embutidos, hambúrgueres e carne moída, vendidos sob marca própria, tanto refrigerados quanto congelados.
Além da ausência de registro sanitário, os fiscais identificaram outras irregularidades, como: falta de selo de inspeção sanitária, uso de rótulos com dados de outra unidade da empresa e produtos sem comprovação de origem.
A legislação brasileira exige que estabelecimentos que manipulam produtos de origem animal estejam registrados em serviços de inspeção oficial, que podem ser municipal, estadual ou federal.
A ação foi realizada após denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria-Geral do Estado. A operação contou com a participação do Ministério Público de Minas Gerais e da Vigilância Sanitária de Belo Horizonte.
Em nota, a Ao Gosto afirmou que a interdição está relacionada a “aspectos de natureza burocrática” e à necessidade de ajustes documentais. A empresa também destacou que não houve questionamentos quanto à qualidade dos produtos e que as lojas da marca seguem funcionando normalmente.
“A fiscalização refere-se exclusivamente a ajustes documentais. Em nenhum momento houve questionamento quanto à qualidade dos produtos”, informou a empresa por meio de seu advogado.
Ainda segundo a Ao Gosto, as adequações já estão sendo providenciadas e serão apresentadas às autoridades competentes no menor prazo possível.
A interdição da fábrica ocorreu principalmente pela combinação de fatores considerados graves pelos órgãos de fiscalização: funcionamento sem autorização sanitária para atividade industrial, ausência de inspeção oficial e falhas na rastreabilidade dos produtos.
Essas exigências têm como objetivo garantir a segurança alimentar e a procedência dos produtos de origem animal comercializados à população.
O caso segue sob apuração dos órgãos competentes.
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