
Um bombardeio contra um centro de reabilitação em Cabul deixou cerca de 400 mortos e mais de 200 feridos, segundo autoridades do Afeganistão. O governo local acusa o Paquistão de ter realizado o ataque, o que é negado pelas autoridades afegãs.
O bombardeio ocorreu na noite de segunda-feira (16) e atingiu uma unidade dedicada ao tratamento de dependentes químicos, considerada uma das maiores do país. O local abrigava centenas de pacientes no momento da explosão, o que contribuiu para o alto número de vítimas.
Segundo o Ministério da Saúde afegão, o número de mortos ainda pode aumentar, já que equipes de resgate continuam as buscas entre os escombros. Há relatos de corpos ainda não identificados e de pessoas desaparecidas, enquanto familiares se concentram nos arredores em busca de informações.
O governo afegão atribui o ataque às forças paquistanesas e afirma que o alvo era uma instalação civil. Já o Paquistão declarou que realizou ataques aéreos na região, mas contra “alvos terroristas e militares”, negando ter atingido um centro de saúde.
A divergência ocorre em meio à escalada de tensões entre os dois países, que se acusam mutuamente de abrigar grupos armados responsáveis por ataques na região de fronteira.
Organizações internacionais e a ONU pediram uma investigação independente sobre o caso e reforçaram a necessidade de proteção a civis e estruturas médicas em áreas de conflito.
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