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Servidores da Fhemig entram em greve por tempo indeterminado

Paralisação atinge 15 hospitais e tem como principais pautas reajuste salarial e melhores condições de trabalho

17/03/2026 às 10h54
Por: Vitória Carneiro
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Reprodução Internet
Reprodução Internet

Os trabalhadores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) iniciam, nesta terça-feira (17), uma greve por tempo indeterminado. A paralisação atinge unidades em Belo Horizonte, Região Metropolitana e interior do estado.

A mobilização começa às 7h, após decisão tomada em assembleia realizada no último dia 11 de março. Uma nova assembleia está marcada para as 9h, em frente ao Hospital João XXIII, na capital mineira.

A categoria reivindica reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho. Entre as principais queixas estão a sobrecarga de funções, falhas em sistemas informatizados que impactam a administração de medicamentos e problemas estruturais em unidades da rede, como o Hospital Regional de Barbacena.

De acordo com representantes sindicais, o movimento também é motivado pela insatisfação com a política salarial adotada pelo governo estadual. Segundo o presidente da Associação dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais e do Sindicato dos Trabalhadores da Rede Fhemig, Carlos Martins, os profissionais acumulam perdas salariais superiores a 12% nos últimos três anos.

“A proposta apresentada foi de reajuste de 5,4%, o que não recompõe as perdas da categoria. Em alguns casos, especialmente na enfermagem, o impacto pode ser praticamente nulo devido à compensação em gratificações”, afirmou.

Os trabalhadores também apontam falta de valorização profissional e defendem mudanças nas condições de trabalho dentro das unidades hospitalares.

Posicionamento da Fhemig

Em nota, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais informou que mantém canais abertos de diálogo com os servidores e reforçou o compromisso com a continuidade da assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde.

A instituição não detalhou possíveis medidas para atender às reivindicações, mas destacou que acompanha o movimento e busca garantir o funcionamento dos serviços essenciais durante a paralisação.

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