
Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil poderão subir a partir de 1º de abril, com reajuste autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
O aumento permitido varia entre 1,13% e 3,81%, dependendo do nível de concorrência de cada produto no mercado farmacêutico.
A atualização ocorre anualmente e estabelece um teto máximo de reajuste que pode ser aplicado pelas empresas do setor. Os valores atuais permanecem válidos até 31 de março, quando deve ser publicada a resolução com os novos limites.
Segundo a CMED, os percentuais de aumento são definidos com base no nível de concorrência entre os medicamentos. As faixas autorizadas para este ano são:
*Até 3,81% para medicamentos com maior concorrência no mercado;
*Até 2,47% para produtos com concorrência intermediária;
*Até 1,13% para remédios com menor concorrência.
Apesar da autorização, o reajuste não é obrigatório nem automático. Cada laboratório decide se aplicará o aumento e em qual percentual, desde que respeite o teto definido pelo órgão regulador.
O reajuste dos preços de medicamentos ocorre uma vez por ano e segue as regras da Lei nº 10.742, de 2003, que regula o mercado farmacêutico no Brasil.
Alguns produtos não seguem essa regra, como medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e certos remédios isentos de prescrição com alta concorrência, que têm dinâmica de preços diferente no mercado.
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