
Após 17 dias de mobilização, os trabalhadores terceirizados da rede municipal de ensino de Belo Horizonte decidiram encerrar a greve nesta quarta-feira (11). A decisão foi tomada após a aprovação de um acordo firmado entre a empresa MGS (Minas Gerais Administração e Serviços) e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).
A negociação ocorreu durante audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG) e garantiu avanços para parte da categoria, como reajuste salarial, redução da jornada de trabalho para alguns cargos e mudanças no desconto do ticket alimentação.
Apesar do acordo, os trabalhadores afirmaram que o resultado ficou abaixo das reivindicações iniciais do movimento. Segundo representantes da categoria, o fim da greve também foi motivado pela pressão econômica enfrentada pelos profissionais, agravada pelo corte de ponto durante os dias de paralisação.
A expectativa da prefeitura é que as atividades nas escolas da rede municipal sejam normalizadas a partir desta quinta-feira (12). Os dias parados serão convertidos em atividades de formação orientada para os profissionais de inclusão.
Professores concursados avaliam nova greve
Enquanto os terceirizados retornam ao trabalho, professores concursados da rede municipal aprovaram um indicativo de greve para o dia 24 de março. A decisão foi tomada em assembleia da categoria, que cobra soluções para problemas estruturais nas escolas.
Entre as principais reclamações estão a falta de professores em diversas unidades, sobrecarga de trabalho e improvisações no funcionamento das escolas. Educadores relatam turmas sem docentes e dificuldades para manter o andamento das aulas.
Outro ponto de contestação é a mudança nas regras da Gratificação por Dedicação Exclusiva (GDE). Segundo os professores, a alteração prevê critérios sociais de produtividade que não dependem exclusivamente das escolas e podem não refletir a realidade das instituições.
Até a última atualização, a Prefeitura de Belo Horizonte ainda não havia se manifestado oficialmente sobre as reivindicações dos professores concursados.
O que prevê o acordo para os terceirizados
Para os trabalhadores que permanecem vinculados à MGS, o acordo coletivo prevê:
A licitação para alguns serviços foi vencida pela empresa G&E Serviços, responsável pelas áreas de portaria, faxina e cantina, enquanto outras funções permanecem com a MGS ou serão transferidas para organizações sociais.
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