
A patente da semaglutida, princípio ativo do medicamento Ozempic, chega ao fim no Brasil no próximo dia 20 de março de 2026, abrindo espaço para a produção e comercialização de versões genéricas do remédio.
A mudança pode reduzir o preço do tratamento e ampliar o acesso de pacientes que utilizam o medicamento para controle do diabetes tipo 2 e para perda de peso.
Atualmente, o Ozempic é comercializado exclusivamente pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, que detém a patente da molécula semaglutida.
Com o término dessa proteção, outras empresas poderão produzir medicamentos com o mesmo princípio ativo, aumentando a concorrência no mercado farmacêutico.
Hoje, o medicamento pode custar entre cerca de R$ 929 e R$ 1.063 nas farmácias, dependendo da dosagem. Com a entrada de versões genéricas, especialistas estimam que os preços possam cair entre 15% e 60%, padrão observado quando medicamentos perdem exclusividade de patente.
A expectativa é que farmacêuticas brasileiras e internacionais lancem suas próprias versões da semaglutida. Empresas como a Hypera já sinalizaram a intenção de comercializar o medicamento após o fim da patente, enquanto outros fabricantes também aguardam aprovação regulatória.
O Ozempic ganhou destaque mundial por sua eficácia no controle do diabetes tipo 2 e pela popularização como tratamento auxiliar para emagrecimento. A molécula semaglutida atua na regulação do apetite e da glicemia, o que contribui para a perda de peso e melhora do metabolismo.
Apesar da expectativa de queda nos preços, especialistas alertam que o processo não é imediato. A chegada dos genéricos depende de etapas regulatórias, como aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além da capacidade de produção das empresas interessadas.
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