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PF diz que ‘Sicário’ tentou se matar após prisão em nova fase de investigação sobre o Banco Master

Ele é investigado por participação em um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master

04/03/2026 às 19h41
Por: Cristiane Cirilo
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Reprodução PM - MG
Reprodução PM - MG

A Polícia Federal informou que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, tentou tirar a própria vida após ser preso nesta quarta-feira (4), na Superintendência Regional de Minas Gerais. Ele é investigado por participação em um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

Segundo a corporação, policiais iniciaram procedimentos de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que encaminhou Mourão a um hospital. A PF abriu investigação interna para apurar as circunstâncias do caso e informou que imagens do ocorrido serão encaminhadas ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF).

Mourão foi preso na nova fase da Operação Compliance Zero, que também teve como alvo o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado pela investigação como chefe da organização criminosa.

De acordo com a PF, “Sicário” teria papel central no grupo, atuando no monitoramento de alvos, na extração ilegal de dados sigilosos e em ações de intimidação física e moral. Conversas obtidas pelos investigadores indicam que ele cumpria ordens diretas de Vorcaro para levantar informações pessoais de funcionários, intimidar pessoas e até planejar agressões.

Entre os diálogos reunidos no inquérito, há menções a monitoramento de ex-funcionários, coleta de dados de uma empregada doméstica e discussões sobre suposta agressão ao jornalista Lauro Jardim. A investigação aponta indícios de que Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês pelos serviços prestados ao grupo.

A defesa de Daniel Vorcaro negou as acusações e afirmou que o empresário sempre colaborou com as autoridades. Os advogados disseram confiar que o esclarecimento dos fatos demonstrará a regularidade da conduta do banqueiro.

A defesa de outros investigados informou que eles estão à disposição da Justiça.

 

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