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Polícia Civil investiga morte de casal de idosos em apartamento em Belo Horizonte

As evidências reunidas até agora reforçam a hipótese inicial de latrocínio, mas a investigação continua para esclarecer a dinâmica do crime e identificar todos os envolvidos

01/07/2026 às 16h49
Por: João Vitor Viana
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Divulgação | PCMG
Divulgação | PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga as circunstâncias e a motivação do assassinato de um casal de idosos ocorrido em um apartamento de alto padrão no bairro São Pedro, região Centro-Sul de Belo Horizonte. As vítimas são o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e sua esposa, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos.

Segundo a perícia, o advogado foi morto com 17 golpes de faca, enquanto a esposa sofreu sete facadas. Os corpos foram encontrados na tarde de terça-feira (30) pelo filho do casal, no apartamento onde eles moravam.

O local foi periciado e os corpos foram liberados aos familiares após os exames. O velório e o sepultamento estão marcados para esta quarta-feira, no Cemitério Parque da Colina, no bairro Nova Cintra, em Belo Horizonte.

De acordo com a PCMG, nenhuma linha investigativa foi descartada, mas uma mulher de aproximadamente 30 anos é apontada como principal suspeita do crime. Imagens de câmeras de segurança mostram a suspeita entrando no prédio por volta das 7h30 e deixando o local às 15h30, carregando duas sacolas e uma bolsa.

A mulher teria sido indicada para trabalhar na residência do casal. Um dos filhos das vítimas reconheceu uma das sacolas como pertencente à mãe. Ela foi identificada, mas não foi localizada até o momento.

Informações apuradas indicam que a suspeita teria estado na casa de uma familiar na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas deixou o local no dia seguinte, levando pertences pessoais e da criança que a acompanhava, afirmando que viajaria para o Espírito Santo.

O apartamento não apresentava sinais de arrombamento, e os corpos indicavam possíveis tentativas de defesa por parte das vítimas. Uma gaveta de semijoias foi encontrada violada, e há relatos de desaparecimento de celulares e de uma bolsa de grife, o que reforça a hipótese de roubo.

As investigações seguem sob responsabilidade do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), que trabalha para esclarecer a dinâmica do crime, confirmar a motivação e localizar a suspeita.

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