
Mantida a greve dos profissionais terceirizados da educação de Belo Horizonte. Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (03) os profissionais se reuniram e optaram pela a manutenção da greve. Agora o tema deverá ser novamente discutido em uma audiência pública nesta quarta-feira (4), às 9h15, no Plenário Helvécio Arantes.
A vereadora Iza Lourença (Psol) convocou uma audiência pública que acontecerá amanhã às 09h15, para trazer soluções e encerrar a greve dos terceirizados das escolas da capital. A audiência, que também contará com a presença da secretária municipal de Educação, Natália Araújo, que vai prestar esclarecimentos sobre os contratos e planos de valorização desses trabalhadores.
A mobilização ocorre em meio à transição de empresas terceirizadas, já que a MGS deixará parte dos contratos, e outras empresas devem assumir os serviços. Os profissionais terceirizados incluem apoio ao educando, artífices, funcionários de cantina, faxina e portaria, e estão em greve em várias unidades. Entre os principais pedidos estão:
Pagamento de verbas rescisórias caso haja troca de empresa contratante;
Garantia da preservação dos direitos já adquiridos em novos contratos, conforme a CLT;
Recomposição salarial de acordo com proposta apresentada pela Secretaria Municipal de Educação;
Igualdade na recomposição salarial entre categorias, como faxina e portaria, seguindo o que foi oferecido a profissionais de cantina e apoio.
A paralisação tem impactado o funcionamento das escolas, especialmente no atendimento a alunos que necessitam de apoio direto, incluindo estudantes com deficiência.
A maior parte desses trabalhadores está vinculada à empresa Minas Gerais Administração e Serviços S.A. (MGS). A Prefeitura informou que o contrato com a MGS seguirá vigente até junho ou até que outras organizações da sociedade civil estejam preparadas para assumir os serviços, caso a substituição seja aprovada.
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