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Ataque israelense a escola no Irã deixa ao menos 40 estudantes mortas

Bombardeio ocorreu em Minab, no sul do país, durante ofensiva conjunta de Israel e EUA; Irã retaliou com mísseis e conflito entra em nova escalada

28/02/2026 às 10h29 Atualizada em 28/02/2026 às 10h45
Por: Cristiane Cirilo
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Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images
Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images

Um ataque atribuído a Israel contra uma escola primária feminina na cidade de Minab, no sul do Irã, deixou ao menos 40 estudantes mortas e outras 45 feridas, segundo informações da agência estatal iraniana Irna. A escola fica localizada na província de Hormozgan.

O bombardeio ocorreu na madrugada deste sábado (28/2), durante uma ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos. Até o momento, os dois países não divulgaram detalhes específicos sobre o ataque à escola.

Inicialmente, autoridades iranianas haviam informado cinco mortes, mas o número foi atualizado ao longo da manhã. O ataque é atribuído a Israel e faz parte da operação militar lançada em conjunto com os Estados Unidos.

A ofensiva foi confirmada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, e pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmaram que os mísseis foram lançados “para eliminar ameaças”. Segundo informações da Irna, um dos principais alvos seria o escritório do Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, no centro de Teerã. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, está vivo, de acordo com a agência estatal.

Explosões foram registradas no centro de Teerã e também nas províncias de Lorestan e Kermanshah. Após os ataques, Irã e Israel fecharam seus espaços aéreos. O Ministério dos Transportes israelense orientou a população a não se dirigir aos aeroportos até novo aviso. Pelas redes sociais, o Departamento de Defesa dos EUA nomeou a ação como “Operação Fúria Épica”.

Horas após os bombardeios, o Irã iniciou uma resposta militar. A base da Marinha dos EUA no Bahrein foi alvo de mísseis iranianos, segundo uma autoridade americana à CNN internacional. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram nuvens de fumaça na região.

O Irã também lançou mísseis em direção a Israel. A Força Aérea israelense informou que detectou os disparos e que sistemas de defesa foram acionados. Em comunicado, o Exército afirmou que “a defesa não é hermética” e orientou a população a seguir as instruções de segurança do Comando da Frente Interna.

O agravamento do conflito ocorre após o fracasso das negociações entre EUA e Irã sobre o programa nuclear iraniano, encerradas sem acordo na sexta-feira (27/2). Uma nova rodada de negociações está prevista para a próxima semana. Na véspera, Trump declarou que “não estava feliz” com o andamento do diálogo e afirmou preferir uma solução pacífica, embora tenha classificado o cenário como “perigoso e complexo”.

Diante do aumento das tensões, o Departamento de Estado dos EUA autorizou a retirada de funcionários não essenciais e familiares da missão americana em Israel, citando riscos crescentes de segurança. A embaixada dos EUA em Jerusalém também alertou para possíveis restrições adicionais e recomendou que cidadãos considerem deixar o país enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis.

O ataque à escola em Minab e a sequência de retaliações marcam uma nova escalada no conflito regional, ampliando a preocupação internacional com um possível confronto prolongado no Oriente Médio.

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