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CNJ apura denúncias de assédio sexual contra desembargador do TJMG e avalia medidas cautelares

O CNJ segue com a análise dos casos e ainda não há prazo definido para a conclusão das investigações nem para eventual anúncio de medidas cautelares

25/02/2026 às 19h49
Por: Cristiane Cirilo
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Rômulo Serpa/Agência CNJ
Rômulo Serpa/Agência CNJ

A Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) analisa denúncias de assédio sexual envolvendo o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O órgão não descarta a adoção de medidas cautelares, que podem incluir o afastamento do magistrado, a depender do avanço das investigações.

De acordo com informações divulgadasl, o Corregedor Nacional de Justiça confirmou que ao menos duas denúncias já estão sob apuração formal. O ambiente interno no CNJ, segundo a apuração, é de “tolerância zero” para esse tipo de acusação.

Até o momento, os relatos investigados envolvem uma denúncia feita por um sobrinho do magistrado e outra apresentada por uma mulher, cuja mãe teria trabalhado na residência do desembargador. As acusações vieram a público inicialmente por meio das redes sociais.

As denúncias ganharam maior repercussão após uma decisão polêmica de Magid Nauef Láuar, em que ele havia absolvido um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, sob o entendimento de existência de relação consensual. Diante da forte reação social e institucional ao caso, o magistrado reviu a decisão nesta quarta-feira (25) e, atendendo a pedido do Ministério Público de Minas Gerais, determinou a prisão do réu.

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