
Os gastos do Governo de Minas Gerais com prevenção contra chuvas registraram queda de 96% em dois anos, segundo dados do Portal da Transparência. Os valores pagos sob a rubrica específica de prevenção passaram de R$ 172,6 milhões em 2023 para R$ 8,3 milhões em 2025. Em 2026, até o momento, foram empenhados R$ 2,6 milhões.
A redução ocorre em meio a um cenário de eventos climáticos extremos no estado. Recentes temporais deixaram ao menos 30 mortos nas cidades de Juiz de Fora e Ubá, reacendendo o debate sobre prioridade orçamentária na área de prevenção de desastres.
Os dados mostram queda progressiva nos pagamentos: R$ 172,6 milhões em 2023; R$ 47 milhões em 2024; e R$ 8,3 milhões em 2025. Já em 2026, o valor registrado até agora refere-se a recursos empenhados, etapa em que o governo reserva a verba no orçamento, mas ainda não necessariamente efetua o pagamento.
Em nota, o Executivo estadual afirmou que a gestão do período chuvoso envolve diferentes órgãos, e não apenas a Defesa Civil, e que a análise baseada em rubricas isoladas pode levar a interpretação incompleta.
Segundo o governo, mais de R$ 94 milhões foram destinados à compra de 513 kits de Defesa Civil, compostos por viaturas 4x4, notebooks, trenas digitais e coletes reflexivos, distribuídos a 494 municípios mineiros. A administração informou ainda que há novos editais abertos para aquisição e entrega de veículos e equipamentos ao longo de 2026.
O Estado também sustenta que, desde 2022, mais de R$ 170 milhões foram aplicados em ações de prevenção e resposta a desastres, somando recursos do Tesouro Estadual, emendas parlamentares, valores do acordo de Brumadinho e fundos do Ministério Público.
Outro investimento citado é o aporte de R$ 400 milhões para a construção de cinco bacias de contenção de cheias na Região Metropolitana de Belo Horizonte, incluindo estruturas já concluídas e outras em fase de execução em Belo Horizonte e Contagem.
Para 2026, a previsão oficial é de investimentos superiores a R$ 40 milhões na área. O governo ressalta que despesas públicas devem ser analisadas considerando empenho, liquidação e pagamento, além das diferentes fontes de financiamento.
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