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Carnaval de BH amplia renda de ambulantes e aquece a economia local

Lucro da categoria supera o de 2025 e confirma o evento como vetor de geração de renda e fortalecimento da economia informal na capital

21/02/2026 às 17h03
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Wander Faria
Foto: Wander Faria

O Carnaval de Belo Horizonte voltou a demonstrar impacto direto na economia local, especialmente na geração de renda para trabalhadores ambulantes. Dados da Associação dos Trabalhadores Ambulantes de Belo Horizonte indicam que os lucros da categoria em 2026 já superam os resultados registrados no ano anterior, refletindo o crescimento do evento e o aumento do fluxo de foliões nas ruas da cidade.

A estimativa inicial dos vendedores era de um lucro médio de R$ 5 mil durante o período oficial do Carnaval. No entanto, relatos de profissionais apontam resultados acima do previsto, com registros de faturamento médio de até R$ 3 mil por dia ao longo dos quatro dias de festa.

Neste ano, 11.528 ambulantes foram cadastrados para atuar em diferentes regiões da capital, acompanhando a programação oficial dos blocos de rua. A presença desses trabalhadores tem sido fundamental para a oferta de serviços aos foliões e para a dinamização da economia urbana, especialmente nas áreas com maior concentração de desfiles.

De acordo com a associação da categoria, o balanço parcial é considerado positivo tanto em volume de vendas quanto em geração de renda. O crescimento é atribuído principalmente ao aumento do público e à diversificação dos produtos comercializados.

Entre os itens mais consumidos, os drinks em lata lideraram as vendas, consolidando-se como os principais responsáveis pelo avanço do faturamento dos ambulantes. A variedade de marcas e sabores ampliou a adesão do público e contribuiu para o desempenho econômico da categoria.

O fortalecimento de produtos locais, especialmente bebidas produzidas em Belo Horizonte, também teve papel relevante no resultado. A presença dessas marcas no Carnaval reforça a identidade cultural da festa e amplia os efeitos econômicos sobre toda a cadeia produtiva, envolvendo fabricantes, distribuidores e vendedores.

Pesquisa realizada pelo Observatório do Turismo de Belo Horizonte, antes do início do período oficial do Carnaval, já indicava projeções de crescimento. O levantamento apontava investimento médio de R$ 2,7 mil por ambulante, faturamento estimado de R$ 7,5 mil e lucro aproximado de R$ 4,8 mil. Os dados também revelaram que 17,1% dos cadastrados estavam desempregados no momento da inscrição e que 26% participavam pela primeira vez como ambulantes no evento.

Para a Belotur, os números reforçam o papel do Carnaval como instrumento de desenvolvimento econômico e inclusão produtiva. O crescimento do público, da movimentação financeira e da ocupação hoteleira contribui diretamente para a ampliação das oportunidades de renda, especialmente para trabalhadores informais.

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