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Simões critica veto às escolas cívico-militares e fala em “interferência”; deputada reage nas redes

Vice-governador afirma que decisão judicial invade competência do Executivo

08/02/2026 às 09h46
Por: Por Redação
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Dirceu Aurélio / Imprensa MG
Dirceu Aurélio / Imprensa MG

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), criticou neste sábado (8) a decisão que suspendeu a ampliação das escolas cívico-militares no estado. As declarações foram feitas durante agenda no Triângulo Mineiro, entre elas, a inauguração da nova unidade do Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Uberlândia.

Simões afirmou que não admite “interferência de outros poderes” na condução da política educacional do governo. A suspensão do modelo ocorreu após questionamentos judiciais sobre a legalidade da expansão.

Segundo o vice-governador, a definição de diretrizes para a rede estadual de ensino é atribuição do Executivo. Ele declarou que irá adotar medidas políticas e administrativas para reverter a decisão e afirmou que, quando estiver no exercício do cargo de governador, pretende retomar a implementação do modelo, mesmo diante de decisões contrárias.

Nas redes sociais, a deputada estadual Lohanna França ( PV) reagiu às declarações. Em publicação, escreveu: “Ameaçou deputada e agora ameaça o Judiciário. Que coisa. Como chama isso mesmo?”.

O programa de escolas cívico-militares prevê a atuação de militares da reserva ou da Polícia Militar na gestão disciplinar das unidades. A proposta divide opiniões e já foi alvo de debates jurídicos e questionamentos de órgãos de controle.

A ampliação estava prevista para o ano letivo de 2026.

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