
Um casal procurado pela Interpol por suspeita de crimes sexuais contra pessoas vulneráveis foi preso nesta quarta-feira (4) em Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ação foi realizada pela Polícia Federal (PF).
De acordo com a PF, os presos são Gledson Braga Evangelista, de 61 anos, natural de Belo Horizonte, e Célida Maria Pires Berto Braga, de 69 anos, natural de Sabinópolis, no interior de Minas Gerais. Os dois foram proprietários de um orfanato e, ao longo dos anos, adotaram dezenas de crianças.
As investigações apontam suspeitas de abusos sexuais cometidos contra crianças e adolescentes, além do possível compartilhamento de imagens de violência sexual. Segundo a Polícia Federal, os crimes teriam ocorrido ao longo de vários anos.
Ao serem abordados em casa, o casal não apresentou resistência. Conforme o relato policial, ambos afirmaram ter conhecimento das condenações penais existentes contra eles, mas negaram a posse de material ilícito no imóvel.
Ainda segundo a PF, Gledson Braga Evangelista possui condenação por estupro, com pena fixada em 36 anos de prisão, em regime fechado. Já Célida Maria Pires Berto Braga foi condenada por estupro, estupro qualificado, sequestro e cárcere privado, entre outros crimes, com pena total de 20 anos de reclusão, também em regime fechado.
Crimes investigados desde os anos 1990
O boletim de ocorrência aponta que o casal adotou 49 crianças e que ao menos oito teriam sido vítimas de abusos sexuais. O registro também indica que os suspeitos teriam comercializado imagens dos abusos para outros países.
Ainda conforme o BO, os crimes teriam começado no final da década de 1990. Não há informações confirmadas sobre eventual contato atual do casal com menores de idade nem se os crimes continuavam sendo praticados recentemente.
Durante a ação policial, o homem chegou a tentar sair de carro da residência ao perceber a aproximação dos agentes. Após serem cercados, no entanto, ambos foram presos sem resistência.
O casal foi encaminhado à delegacia e, segundo a Polícia Federal, permanece à disposição do Poder Judiciário.
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