
A escalada de tensão diplomática e militar entre Estados Unidos e Venezuela levou companhias aéreas que operam no Brasil a suspender ou alterar rotas internacionais nos últimos dias. O fechamento do espaço aéreo venezuelano durante o fim de semana impactou principalmente voos com destino ao Caribe, obrigando empresas a rever planejamentos e adotar medidas emergenciais para garantir a segurança das operações.
A Azul cancelou voos entre Aeroporto de Confins e Curaçao previstos entre domingo (5) e terça-feira (6). A companhia também suspendeu temporariamente a rota entre Belém e Fort Lauderdale em datas específicas. Para reduzir os impactos aos passageiros, foram programados voos extras ao longo da semana, e a empresa informou que as alterações visaram preservar a segurança operacional.
A Gol, que havia retomado voos para Caracas em agosto, mantém as operações para a região suspensas há mais de um mês, após alertas do governo norte-americano sobre riscos no espaço aéreo. Durante o fim de semana, voos que partiam de Brasília com destino a Miami e Orlando precisaram fazer escalas técnicas em Manaus para reabastecimento. Já as rotas caribenhas foram interrompidas temporariamente, com ao menos um cancelamento registrado.
A Latam informou que retomou os sobrevoos pela região nesta segunda-feira (5) e que as operações para Aruba e Curaçao estão normalizadas. A empresa ampliou a oferta de voos partindo de Bogotá, reforçando a malha após as interrupções causadas pela crise.
A Avianca também suspendeu temporariamente seus voos no sábado e retomou as operações no domingo, após a reabertura do espaço aéreo. A empresa atende destinos como Aruba, Curaçao e San Juan, em alguns casos em parceria com a Gol, e informou que segue monitorando a situação regional.
Em todas as companhias, passageiros afetados foram comunicados e receberam opções de remarcação, reembolso ou crédito para uso futuro. As empresas reforçaram a recomendação para que os clientes acompanhem atualizações pelos canais oficiais.
O cenário preocupa o setor aéreo internacional, ainda em recuperação após os impactos da pandemia. A Associação Internacional de Transporte Aéreo afirmou que acompanha a situação desde os primeiros alertas de segurança e atua para facilitar a troca de informações entre autoridades e companhias. Segundo a entidade, desvios de rotas e aumento no tempo de voo tendem a elevar custos operacionais, mesmo sem uma estimativa precisa dos prejuízos financeiros, reforçando a necessidade de respostas rápidas para evitar efeitos em cadeia nas operações globais.
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