
O governo de Minas Gerais encerrou o mês de fevereiro com uma dívida total de R$ 204,85 bilhões. Desse montante, R$ 182,06 bilhões correspondem ao débito junto à União, que segue como a principal credora do estado. Os dados foram atualizados pela Secretaria de Estado de Fazenda no dia 28 de fevereiro.
Nos dois primeiros meses de 2026, o estado desembolsou R$ 418,58 milhões em serviço da dívida. Apenas em relação ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), modelo adotado pelo Palácio Tiradentes para refinanciar o passivo com o governo federal, foram pagos R$ 101,68 milhões.
A projeção do Tesouro estadual é de que o serviço total da dívida alcance ao menos R$ 6,1 bilhões ao longo deste ano, podendo chegar a R$ 6,3 bilhões, a depender da evolução das receitas e dos encargos.
O orçamento estadual de 2026 reservou R$ 1,3 bilhão para o pagamento de juros da dívida pública. Em 2025, a previsão era significativamente maior: R$ 2,2 bilhões.
A redução está diretamente ligada à adesão ao Propag. Com a assinatura do contrato, a dívida de Minas com a União passou a ser corrigida apenas pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), sem a aplicação de juros reais.
No modelo anterior, o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), a correção ocorria com base no IPCA acrescido de 4% ao ano, o que pressionava ainda mais o caixa estadual.
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